quarta-feira, 4 de agosto de 2010
CAPITALISMO E LIBERDADE: o que é isso?
CAPITALISMO E LIBERDADE: o que é isso?
Há muitas pessoas que nutrem grande simpatia pelo capitalismo moderno sem o conhecê-lo em essência. Essas mesmas pessoas rejeitam qualquer outra forma de sociedade pelo fato de que acreditam na liberdade para ficarem ricos e alcançarem privilégios. Além disso, pensam que o bem mais valioso é a liberdade que têm para ir e vir, pensar e manifestar-se, ainda que isto possa significar prejuízo para toda a sociedade.
Pois bem. Estamos falando de sociedades que oferecem muitas promessas de igualdade nos privilégios, sem oferecerem qualquer condição para que isto se realize para todos os seus membros.
Estamos falando de sociedades meritocráticas, onde cada indivíduo é valorizado pelo poder econômico ou fama que alcançam em suas vidas sedutoras.
Estamos falando de sociedades que valorizam o indivíduo em detrimento do coletivo; sociedades que esqueceram que o homem é um ser gregário; sociedades que alimentam os postulados seletivos de Darwin.
Não é por acaso que países ricos tenham uma grande parcela da população vivendo, às vezes, abaixo da linha da pobreza, enquanto alguns possuem fortunas incalculáveis.
Os defensores da sociedade do “Estado Mínimo” sempre desejaram o Estado longe dos negócios, alegando que a “mão invisível do mercado” se encarregaria de produzir e distribuir riqueza de uma forma justa. Mentiram e conseguiram adeptos. Aliás, a capacidade que o capitalismo tem de metamorfosear-se para manter-se intocável é condição indispensável à sua manutenção: não pode existir privilégios sem exclusão.
No Brasil, somos próximos a trinta milhões de trabalhadores que vivem na pobreza ou na miséria, devido à grande concentação: dez por cento das pessoas detêm perto de noventa por cento do PIB nacional e, noventa por cento da população fica com apenas dez por cento dessa riqueza. E notemos que o Governo do Presidente Lula agiu bravamente no sentido de minimizar essa distorção.
Nos Estados Unidos, centro do capitalismo, ainda não acabou a pobreza: lá, próximo a quarenta milhões de pessoas pobres ou miseráveis ainda não têm suas necessidades básicas atendidas.
Na inglaterra, no Japão, na Itália e, em tantos outros países por onde andei, vi mendigos e pedintes pelas ruas: gente abandonada pelo Estado; crianças e velhos dormindo sob marquises. Mas os apologetas do individualismo não desistem.
Também não é por acaso que o capitalismo vive ás voltas com crises e políticas compensatórias para tentar manter o sistema funcionando: distribuição de bônus aos trabalhadores; cestas de alimentação: auxílio doença: auxílio moradia, etc., etc. Ajuda a Bancos e Instituições Privadas a custa de impostos dos contribuintes. Na verdade trata-se de acomodar os trabalhadores e miseráveis dentro do sistema e evitar a total descrença em um modelo econômico-político fadado à desordem.
Mas o mascaramento da economia de mercado, tem sido insuficiente para resolver as questões de sobrevivência de uma sociedade harmônica. A corrupção, a violência e a degeneração das famílias e dos costumes constituem um quadro que nos permite indagar: até quando as forças antagônicas criadas por um Sistema concentrador acreditará sem rebeldia?
Capitalismo e Liberdade: o que é isso? Impositivismo? Guerras? Exclusão?
Já sabemos no que deu o esfacelamento da URSS, o capitalismo de Angola, Moçambique, Birmânia, etc. E sem a insanidade de qualquer tipo de boicote!
Creio, e não é uma utopia dogmática, o futuro da humanidade só é possível em bases socialistas; onde homens e mulheres partilharem sua nação com unidade e dignidade.