terça-feira, 10 de agosto de 2010
O CIENTIFICISMO E A CRÍTICA AO CONHECIMENTO
Todo conhecimento humano que serve de balisa para ordenar o funcionamento do mundo, emana das injunções formatadas nas academias e aceitas pela maioria de seus membros, os quais geralmente transitam com maior frequência nos meios decisórios da política e da economia.
Através dessa praxe fica fácil entender porque as "verdades absolutas" não obedecem necessariamente as conclusões racionais formatadas à luz da reflexão dialética, histórica, enfim, do que é o homem no contexto do mundo.A epistemologia, único intrumento disponível para questionar a praxe no tempo histórico, tornou-se prática inútil. Enfatizamos sempre que, de nada valem as pesquisas e estudos calcados em Leis darwinianas, cartesianas, freudianas ou psico-sociológicas, na medida em que o pragmatismo imperante transmuta a realidade e com ela o pensar subjetivo formatado na posição que os indivíduos ocupam na sociedade. E aqui reside o ponto de partida para a formatação de uma racionalidade epistemológica própria das necessaidades e interesses imediatistas da dominação do pensar e do fazer.
De fato, a verdade absoluta não tem importância, senão a verdade relativa, cuja disseminação torna-se cada vez mais fácil exatamente pela parcialidade que ocupa as mentes.
O "discurso único", de fácil compreensão e adornado por uma lógica superficial adquiriu força de verdade e tornou-se capaz de edificar cláusulas pétreas no âmago dos indivíduos.
Não nos queixemos da realidade...é o que nos restou...e não sabemos aonde chegaremos!!!