Até quando a Comunidade Internacional vai submeter-se e apoiar os EUA em suas campanhas contra a humanidade? Até quando deveremos acreditar nessa espécie de “democracia capitalista” que barbariza o mundo?
Não bastasse a costumeira propaganda enganosa para convencer “aliados” e “indiferentes” de que estão corretos ao impor sanções econômicas, bloquear, e massacrar nações inteiras, os EUA debocham da racionalidade humana e conseguem sobrepor-se às Leis Internacionais (elas valem apenas para os outros!).
Na prática eles têm salvo-conduto para ameaçar, invadir, assassinar e, inclusive para a prática de genocídio.
Deve-se lembrar que a partir da metade do século XX, tudo aquilo que os postulados ianques determinaram foi aceito como verdade por aliados e subservientes. Outorgaram a si próprios o título de “tutores da humanidade” e os demais governantes aceitaram: perderam a capacidade e a coragem de pensar e agir com firmeza, equilíbrio e sensatez, salvo as exceções sem a necessária força para restaurar a ordem.
Corrigindo, do ponto de vista de algum equilíbrio de forças no mundo, não é demais sentir falta da “guerra-fria”: único período onde houve algum embaraço para “tio sam” intrometer-se com maior veemência em nações soberanas.
Mas para eles, o mundo que se dane!
Basta lembrar a absurda invasão do Iraque para matar Saddan Hussein e auxiliares (a pretexto de combater o terrorismo), corroborada por dezenas de governantes! Não conseguiram os objetivos proclamados, senão, a destruição da infra-estrutura daquele país, a prisão de suspeitos de resistência e “terrorismo”, os quais são até hoje humilhados e torturados em prisões iraqueanas e em Guantánamo (sem direito a defesa).
E para culminar o “sucesso da operação”, as milhares de mortes (inclusive de mulheres, crianças e idosos) caracteriza o nível de barbárie praticada que, no entanto, foi insuficiente para indignar a maioria dos governos do mundo civilizado! Ou só conta a versão do invasor?
Mas até quando isso continuará assim? Se a democracia é isso aí, precisamos urgentemente de novas alternativas para a sociedade neste início de século XXI.
Será que as novas revelações dos documentos secretos sobre o Iraque contribuirão para o mundo encorajar-se contra os detratores da humanidade? Ou a punição só é aplicável aos mais fracos mesmo?
Não creio que o Relatório da WikiLeaks mude os conceitos norte-americanos, mas precisamos nos indignar cada vez mais e com maior intensidade!
Agora chegamos ao cúmulo de assistir ao representante das Nações Unidas sobre assuntos dessa natureza, pedir para os EUA investigarem as torturas no Iraque! Isso é patético!
A ONU não deveria realizar esse tipo de investigação?
Será que a “raposa vai continuar cuidando do galinheiro”?