racionalidade e epistemologia

domingo, 11 de outubro de 2009

EPISTEMOLOGIA

Na ordem do processo evolutivo das coisas, as sociedades humanas também evoluem (isso não significa necessariamente que melhoram). O próprio "Russeau" afirmou que o desenvolvimento das ciências e das técnicas de produção, historicamente, nunca representaram melhora no ser humano. O homem comum sempre acreditou muito mais nos ricos e nos que estudaram nas academias. Assim, o conhecimento no grau mais elevado (que poderíamos chamar, conforme "Foucault", de "ephistème" de nosso tempo) é um conjunto de saberes que as elites pensantes e econômicas guardam para si. Ao povo cabe apenas o saber filtrado, elaborado e ensinado para os fins de manter o "status quo" sem rebeldia. Os apologetas da liberdade, da igualdade e da fraternidade, estão há mais de dois séculos incutindo essas idéias na sociedade leiga para manter viva a crença nesses valores, como se eles fossem resolver o impossível: igualar classes e pessoas e torná-las mais "humanas". Há muitas diferenças entre gêneros, classes, categorias e pessoas que não podem ser resolvidas através da economia, da filantropia, tampouco por decreto. Deixemos a hipocrisia de lado: Você conhece algum país onde não haja diferenças sócio-econômicas e políticas? Onde não haja algum tipo de preconceito? Onde não haja violência? Pobre sociedade leiga! Continua acreditando nos apologetas da sociedade harmônica. Em breve postaremos Artigos específicos nossos e de nossos leitores e colaboradores sobre a problemática humana e a hipocrisia do discurso midiático.

Um comentário:

  1. O CIENTIFICISMO E A CRÍTICA AO CONHECIMENTO

    Todo conhecimento humano que serve de balisa para ordenar o funcionamento do mundo, emana das injunções formatadas nas academias e aceitas pela maioria de seus membros, os quais geralmente transitam com maior frequência nos meios decisórios da política e da economia.
    Através dessa praxe fica fácil entender porque as "verdades absolutas" não obedecem necessariamente as conclusões racionais formatadas à luz da reflexão dialética, histórica, enfim, do que é o homem no contexto do mundo.A epistemologia, único intrumento disponível para questionar a praxe no tempo histórico, tornou-se prática inútil. Enfatizamos sempre que, de nada valem as pesquisas e estudos calcados em Leis darwinianas, cartesianas, freudianas ou psico-sociológicas, na medida em que o pragmatismo imperante transmuta a realidade e com ela o pensar subjetivo formatado na posição que os indivíduos ocupam na sociedade. E aqui reside o ponto de partida para a formatação de uma racionalidade epistemológica própria das necessaidades e interesses imediatistas da dominação do pensar e do fazer.
    De fato, a verdade absoluta não tem importância, senão a verdade relativa, cuja disseminação torna-se cada vez mais fácil exatamente pela parcialidade que ocupa as mentes.
    O "discurso único", de fácil compreensão e adornado por uma lógica superficial adquiriu força de verdade e tornou-se capaz de edificar cláusulas pétreas no âmago dos indivíduos.
    Não nos queixemos da realidade...é o que nos restou...e não sabemos aonde chegaremos!!!

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